A psoríase é uma doença de pele autoimune não contagiosa e muito comum, caracterizada por lesões avermelhadas e descamáveis na pele.

É uma doença clínica de causa desconhecida, mas sabe-se que pode estar relacionada ao sistema imunológico, à suscetibilidade genética e às interações com o ambiente.

Acredita-se que a psoríase se desenvolve quando as células responsáveis pela defesa do organismo, os chamados linfócitos T, liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos. Com isso, respostas imunológicas dilatam os vasos sanguíneos e infiltram a  pele com células de defesa chamadas neutrófilos. Como as células da pele estão sendo atacadas, sua produção também aumenta, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com consequente produção de escamas devido à imaturidade das células. Esse ciclo faz com que ambas as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando manchas espessas e escamosas na pele.

Confira agora os tipos de psoríase e suas formas de tratamento:

1) Psoríase gutata:

Geralmente é provocada por infecções bacterianas, como as de garganta. Caracteriza-se por pequenas feridas em formas de gota nos troncos, braços, pernas e couro cabeludo. As feridas são cobertas por uma fina escama e costuma acometer mais crianças e jovens antes dos 30 anos de idade.

2) Psoríase ungueal:

Afeta as unhas dos pés e das mãos. Faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse, escame, mude de dor e se deforme. Em alguns casos, a unha chega a descolar do leito ungueal.

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3) Psoríase do couro cabeludo:

Surgem áreas avermelhadas com espessas branco-prateada. Assemelha-se à caspa e o paciente pode perceber os flocos de pele morta em seus cabelos ou em seus ombros, especialmente após coçar a região.

4) Psoríase em placas ou vulgar:

Tipo de manifestação mais comum da doença. Formam-se placas secas, avermelhadas, com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Essas placas coçam e, algumas vezes, doem, podendo atingir todas as partes do corpo, inclusive genitais. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.

Nos casos mais leves, manter a pele hidratada,aplicar medicamentos tópicos na região das lesões e evitar exposição excessiva ao sol, são suficientes para a melhora do quadro clínico e o desaparecimento das manchas. Em casos moderados, o tratamento com Fototerapia ou Puvaterapia é necessário. Já em casos mais graves de psoríase, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetável.

Há vários tipos de psoríase, e o dermatologista poderá identificar a doença, classificá-la e indicar a melhor opção terapêutica. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento.

Espero que tenham gostado dessas dicas sobre a psoríase e como tratá-la. Em caso de qualquer dúvida, consulte seu dermatologista ou entre em contato comigo. Agradeço a leitura!

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